A Game Critics, um grupo independente de 29 empresas Norte-Americanas que fazem a cobertura da indústria dos games (entre eles estão o USA Today, Gametrailers, a Revista Oficial PlayStatiton, Gamespot e IGN) criaram o Best of E3 Awards, que dá prêmios pela crítica dos melhores jogos na E3.
As escolhas dos críticos foram os seguintes jogos: Brutal Legend e Uncharted 2: Among Thieves, com quatro nomeações cada um.
Brutal Legend da Double Fine, foi nomeado nas categorias de melhor jogo do evento, melhor jogo original, melhor jogo para console e o melhor jogo de ação/aventura.
Enquanto Uncharted 2 da Naughty Dog foi nomeado para melhor jogo do evento, melhor jogo para console, melhor jogo de ação/aventura e o melhor jogo multiplayer online.
A Electronic Arts é o melhor publisher quando se trata de nomeações, acumulando um total de 18, seguida da Sony com 13, Activision com 10 e a Nintendo e a Microsoft com 5 cada uma.
Na categoria de Melhor Jogo para Portátil, os candidatos são Gran Turismo (PSP), LittleBigPlanet (PSP), Mario &Luigi: Browser´s Inside Story (DS), Scribblenauts (DS) e The Legend of Zelda: Spirit Tracks (DS).
Sim, eu sei. Para muitos chega de falar sobre a E3, apesar de ser o mais importante evento de games do mundo e, certamente, não presenciaremos uma quantidade tão grande assim de informação, de uma vez, durante o restante do ano.
A E3 voltou a ser a verdadeira E3, sem salinhas mequetrefes com reuniões safadas rolando para poucos poderem dar seus devidos pareceres. No entanto, de alguma forma essas salinhas afetaram o evento de uma forma geral. Muita coisa rolou em áreas escondidas e com (pasmem!) seguranças barrando a entrada. Infelizmente, era de se esperar tal atitude, apesar de ser babaca e sem nexo. Quem não é imprensa ou afim, paga a bagatela de US$ 500 para entrar e “curtir” 3 dias de evento: caro e raras são as pessoas que pagariam tanto por isso. Não menosprezando, mas é muito caro! Algumas empresas tinham medo de mostrar um lançamento que será visto no fim do ano, como se alguma produtora “indie” fosse copiar, com seus 15 funcionários e fazer um serviço melhor que os 200 da grande produtora, que trabalharam por mais de um ano em tal projeto secreto. Eu me senti incomodado com tais atitudes, principalmente de empresas como Activision e Electronic Arts que “esconderam” Modern Warfare 2 e Fifa 2010… a que fundamento? MW2 já estava em pre-order e Fifa 2010, bem… é mais um Fifa! Não será um Projeto Natal com uma bola de futebol. Respeito a decisão deles em partes, mas com um leve mal humor de reação e que foram ouvidos por eles (claro que isso não ajuda em nada). Ao passear pela feira encontrei uma pessoa do time de desenvolvimento do MW2 que não quis dar entrevista “oficialmente”, mas mesmo assim respondeu algumas perguntas que não foram válidas para serem postadas aqui no MB. E eu deixei isso claro para ele pela falta de consideração da Activision.
E lá se foi mais uma E3. O evento máximo dos games voltou com força total, e mostrou, durante um momento de crise mundial, que não tem essa com o mercado de games não.
Esta foi provavelmente a E3 com maior número de inovações. Todas as empresas do mercado estão pensando em como trazer novas experiências de entretenimento para o usuário. Como expandir fronteiras, como quebrar paradigmas. E este é sempre um exercício delicioso de se fazer.
Não ficamos sem os clássicos. Novas edições de praticamente todas as franquias vitoriosas foram anunciadas. A indústria também precisa fazer dinheiro.
Menção honrosa para a Microsoft. Não pela plataforma em si, que continua a mesma. Mas sim pela capacidade extraordinária de sua equipe de se re-inventar. A empresa sempre foi conhecida por essa capacidade, e vem recebendo muitas críticas exatamente por estar visivelmente perdendo esta característica – resultado inexorável do crescimento absurdo de sua estrutura, valor e responsabilidades. Mas o time do Xbox pelo jeito está longe de perder o fôlego. Não vou ficar aqui repetindo o que você já sabe – Beatles, Project Natal, Kojima.
Isso quer dizer que a E3 foi pior para os outros ? Não, pelo contrário, e isso é que me anima cada vez mais com essa indústria. Temos novidades muito interessantes no campo da Nintendo e da Sony, da EA e da Ubisoft, da Blizzard/Activision…
Foi uma E3 de tirar o fôlego. Até agora ela reverbera, mídias e audiências ainda digerindo a quantidade insana de novidades e coisas a se comentar. E o incrível! Ano que vem tem mais.
Esse ano vai ser bem animado, 2010 vai ser mais. O Brasil cada vez mais sendo citado por grandes executivos mostra que, mesmo que invisíveis, as iniciativas estão se encaminhando. Mas temos de ter paciência. Nosso mercado não é fácil e demanda muita estratégia e calma.
Ah, e parabéns a cobertura nacional da feira, acredito ter acontecido, novamente, uma presença recorde de jornalistas brazucas em Los Angeles. Fico com uma saudade… parabéns a todos que estiveram lá na correria e nos mantiveram aqui informados sobre os mínimos detalhes de tudo.
Crise ? Que crise ? Aqui em games tem disso não ! Até a E32010 – see you next year.
Sim, a E3 2009 acabou, muitos lançamentos foram mostrados, outros foram adiados para a Tokyo Game Show mas não é por isso que você tem que simplesmente esquecê-la.
Por aqui iremos publicar um pouco mais sobre a exposição, e para quem não teve a oportunidade de “dar um pulinho” em Los Angeles para conferir tudo de perto, veja algumas fotos exclusivas que o nosso convidado Spencer Stachi do MeioBit Games tirou por lá. Nada mal
O que podemos esperar de um jogo que possui as seguintes características? Possui como tema uma mitologia que carrega consigo uma imensa legião de fãs. Pertence a um gênero que costuma manter seus jogadores dedicando suas vidas à jogatina durante meses, anos. Está sendo produzido por uma das mais competentes produtoras de RPGs do mundo.
Pois este é o Star Wars: Old Republic. MMORPG que colocará os gamers em um mundo permanente e dinâmico, dando a possibilidade das pessoas seguirem o lado bom ou ruim e que a menos que algo saia terrivelmente errado, se transformará em uma mania e e movimentará centenas de milhões de dólares por muitos anos. Ainda é cedo para dizermos que o game será ótimo, mas a julgar pela CG que foi mostrada durante a E3 e que pode ser vista abaixo, podemos esperar um jogaço.
Eu sei que ainda é muito cedo para fazer esse tipo de especulação e sei também que o que falarei aqui não parecerá novidade para muito gente, mas após assistir o apresentação do Project Milo pela centésima vez, uma espécie de premonição passou pela cabeça e ela não é nada interessante para nós brasileiros. Antes farei uma breve explicação sobre o projeto.
Valendo-se do também ambicioso Project Natal, uma das mentes mais criativas da indústria, Peter Molyneux, juntou sua equipe e começou a trabalhar em um sistema de inteligência artificial que promete um nível de interação com as pessoas poucas vezes visto. É óbvio que o Milo não se trata de algo pioneiro, mas demonstração feita encheu muitas pessoas de esperança espanto ao mostrar que estamos mais perto de “dar vida” à máquinas do que muitos pensavam. Segundo Molyneux, o menininho virtual será capaz de interagir com as pessoas, reconhecer as pessoas, as expressões faciais dos humanos e ser o mais verossímil possível.
A Sony quebrou a cara com o PSP 3000. Não era tudo aquilo que ela falou, o que fez o mercado “sentir saudades” do modelo 2000. A única coisa que a Sony conseguiu realmente consertar foi a proteção de pirataria. Ou pelo menos durou mais… A questão é que o DS virou uma febre mundial com o DS Lite e o PSP é mais caro por conta da unidade de UMD (exclusiva do aparelho) e para piorar um pouco, falta interatividade. Console portátil é um submercado, não tem como se adicionar novos upgrades revolucionários a ponto de por exemplo, deixar o PSP com a tela sensível a toque. Pensando nisso, a saída mais sensata é criar um PSP mais barato. Como? Sem a unidade de UMD.
A primeira impressão do console em mãos foi bem interessante. Ele é leve, claro que ele ainda é um protótipo (tanto que o modelo nem fechava ainda). Percebi que as pessoas na feira criticaram muito o aparelho, achavam ele pouco anatômico, muito leve. Eu sinceramente tenho uma opinião diferente, o aparelho é muito legal. Espero que a tal Sony Store seja tranqüila de mexer e baixar os conteúdos. E que talvez dessa vez ela realmente acerte para proteger quanto a pirataria…
Korey Krauskopf para quem não sabe faz parte do time de desenvolvimento do Forza Motorsport 3 da Turn 10. Korey pediu para eu jogar enquanto conversávamos, pois ele acha que a entrevista seria mais interessante. Comecei jogando com um Dodge Challenger atual em um dos 3 circuitos novos.
KK: Achou muito diferente o jogo? MBG: Sim, evoluiu bem. Você sente mais o carro nas acelerações e reduções, ele reage melhor ao terreno também.
KK: Você é um jogador assíduo de Forza 2? MBG: Sou sim, quase fiz os 1000 pontos de conquista nele.
KK: Pelo jeito gosta de sofrer com os muscle cars não? MBG: Sim, sempre preferi os muscles. Eles provam quem é bom ou não em um jogo de corrida.
KK: Então… MBG: Korey, desculpe te interromper, mas quem deveria ser entrevistado é você, não eu.
KK: (risos) É mais fácil dessa maneira, grande parte das respostas vocês mesmo dão. (risos)
Talvez eu esteja exagerando, mas durante a conferência da Sony, nada me deixou impressionado do que o trailer do noivo Metal Gear para o Playstation Portable. Não bastasse ser incrivelmente muito bem montado, o vídeo mostra que o jogo deverá ter os gráficos mais bonitos já vistos no portátil. Repare na qualidade dos efeitos de luz e como as texturas não parecem tão borradas como o da maioria dos jogos do PSP.
Também achei muito interessante o fato do próprio Hideo Kojima ter anunciado o jogo com o a “verdadeira sequência da série”, o que mostra a importância do aparelho e que, somado ao todos os outros bons jogos revelados, faz com que aqueles que reclamavam da falta de títulos no PSP revejam suas opiniões. Quem apostou no portátil e acreditou nele tem ganhado muitos bons motivos para se orgulhar ultimamente e ao que tudo indica, MGS: Peace Walker é apenas um deles.
Eis um digno jogo para ser lembrado por anos. Assim como os seus dois antecessores, God of War III além de todos esses benefícios da nova geração, ele mostra ainda mais. O jogo não foge do que já foi visto e jogado com um leve “abuso” de entidades mitológicas, com gráficos soberbos e muita interação. O que eu to querendo dizer é que Kratos voa com hárpias, golpeia com monstros de pedra e usufrui tudo em volta com muita naturalidade.
Com total certeza um dos melhores jogos da feira, apesar de eu achar os gráficos diferentes e mais simples do que já foi mostrado em vídeo previamente. O lado ruim é que só concluiremos a trilogia de Kratos em Março de 2010. A espera valerá a pena.